Traduções cortesia de
corrente / fotrmer membros da AMORC

Os livros de Pierre S. Freeman
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Estimado e Venerado Imperator

Como você já pode ter ouvido falar, eu, Pierre S. Freeman, o autor de O Prisioneiro de San Jose e de A AMORC Desmascarada, tenho feito graves objeções � s práticas e �  agenda da sua organização, a Antiga e Mística Ordem Rosæ Crucis, conhecida mundialmente como AMORC. Por esta razão, estendo-lhe a oportunidade de responder pessoalmente � s questões que me têm perturbado e a defender a sua organização das acusações que tenho achado apropriado lançar contra ela.

A AMORC não apresenta, no 9° Grau da Seção de Iniciados, Monografia n° 24, a faculdade oculta da ASSUNÇÃO, a qual é definida como a habilidade de “assumir momentaneamente o estado físico, mental, emocional ou espiritual de outra pessoa, de modo a obter favores dessa pessoa ou a lhe prover assistência?” Desconsiderando o caveat de que isto é possível apenas se as suas intenções são puras e a afirmação de que este conceito precisa estar alinhado ao da Consciência Cósmica, isto não equivale, no fim das contas, a um exemplo de uma pessoa TOMANDO COMPLETA POSSE DA CONSCIÊNCIA DE OUTRA PESSOA, sem sua permissão ou conhecimento?

Mais adiante, ainda na Monografia n° 24 do 9° Grau da Seção de Iniciados, não se esclarece que a prática da ASSUNÇÃO é usada para levar vantagens pessoais? Não se é dito que, na vida, o membro frequentemente tem a necessidade de abordar pessoas para “procurar a sua aprovação, consentimento, autorização ou apoio para algo que diga respeito a sua vida familiar, social ou profissional?”. Ademais, não se diz em seguida que é este o caso quando o membro busca “emprego”, ou “passar em uma prova oral”, ou precisa de “uma autorização especial para levar adiante um importante projeto, etc.?” A fim de provocar respostas positivas dessas pessoas, não diz a AMORC claramente que “ao aplicar a assunção, é possível momentaneamente agir nas personalidades desses indivíduos e influenciar o seu comportamento em relação a nós. Em outras palavras, nós podemos agir de tal modo que eles pensem, falem e ajam de acordo com nossa vontade, sem nem mesmo estarem conscientes disso”? Manipular outra pessoa, a despeito da sua vontade, para afetar a sua vontade individual não é muito obviamente uma forma de magia negra? Tomar a consciência de outra pessoa a fim de manipular os seus pensamentos e emoções não é uma extrema violação dos seus direitos �  privacidade e �  liberdade pessoal?

Em “Ascensão Celestial”, Número 1, Experimento 93, o membro é instado a “escolher um chefe de estado ou governo, quer do seu país quer de algum outro”. O membro é então solicitado a “estimular a sua consciência psíquica”, fazer respistações positivas e visualizar o líder que escolheu no centro de uma pirâmide de luz. Você então repete o som OM, enquanto continua a respirar até que sente que está dentro do corpo da pessoa, tonando-se parte integrante da sua consciência. Este processo de assumir o controle da consciência de outra pessoa, que vocês chamam de “assunção”, é uma forma de magia negra?

Na seção de Neófito Átrio 2 no. 9, vocês afirmam “Rosacruzes têm sempre distinguido entre duas grandes categorias de doenças: aquelas acompanhadas por febre e aquelas que não causam febre”. Esta é a base do seu diagnóstico e a base para recomendar certas técnicas de respiração e transmissão de energia envolvendo posicionar os dedos em certas áreas do corpo adjacentes a determinados centros nervosos. A AMORC está encorajando os seus membros a diagnosticar e tratar doenças sem abolutamente nenhum licença médica reconhecida de qualquer tipo? É verdade que em suas monografias vocês ensinam os membros como curar “cientificamente”, usando uma combinação de visualização, posicionando as mãos no corpo do sujeito e respirando mas sem lhes oferecer qualquer prova ou evidência de que tais procedimentos funcionam, e sem qualquer tipo de acreditação médica ou de saúde?

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Amorc Origin Stories

Tomemos o que é dito na Seção de Iniciados, 6º Grau, Número 19: eis o membro que exerce a cura explicando ao seu paciente “que o procedimento não tem nenhuma relação com práticas mágicas ou ocultas, mas que envolve uma prática terapêutica inteiramente de acordo com leis fisiológicas do corpo humano”. Na Seção de Iniciados, In Initiate 6º Grau, Número 15, vocês apresentam uma lista que mostra um certo “conhecimento referente �  divisão simpática do sistema nervoso autônomo e os procedimentos que oferecem a possibilidade de curar a maior parte das doenças”. Vocês, logo adiante, afirmam que a “sua eficácia tem sido posta �  prova e confirmada por cientistas que são Rosacruzes”. Tudo muito bem, mas por que, depois de vinte e quatro anos de estudos, eu jamais me deparei com qualquer sinal da existência de tais provas ou com a confirmação da validade destas práticas? Vocês não acham perigoso propor técnicas totalmente sem comprovação para a cura de uma ampla variedade de enfermidades a membros que poderiam usá-las em si mesmos ou em outros sem terem eles mesmos sido avaliados por um profissional de saúde qualificado?

No 9º Grau, No. 29, é explicado como a clarividência é promovida pela sintonia com a Consciência Cósmica. Vocês podem me explicar exatamente o que você considera ser este estado de consciência que você chama de Consciência Cósmica e de que modo ele está relacionado ao fato de você ensinar aos membros como alcançar vários poderes ocultos – incluindo a telepatia, a habilidade de cura, a capacidade de adentrar na consciência de outrem e manipular as suas ações, a habilidade de contatar os mortos, a habilidade de usar uma bola de cristal para ver o futuro, etc.?

Por que eu — na qualidade de membro da AMORC por 24 anos e como um dos que atravessaram as suas mais altas iniciações — não tenho nenhum tipo de evidência razoável, comprovável, que seus membros podem curar, controlar contatos telepáticos, comunicar-se com os mortos — ou qualquer outro dos tais poderes? Eu gostaria particularmente de ser capaz de dominar a invisibilidade, conforme é descrito em “Tornando-se Invisível” no 9º Grau, Número 20. Conte-me, Venerado Imperator, você tem visto muitas pessoas ficarem invisíveis ultimamente?

Conquanto eu saiba — por causa do meu blog e de diversas conversas com membros rosacruzes ao longo dos anos — que muitos percebem a sua organização como liberal em sua visão sobre a vida e na defesa de instituições democráticas, não posso deixar de imaginar se você pode explicar: por que o seu título na organização é Imperator, uma palavra latina traduzível como Imperador em português? Qual é a diferença entre a veneração que os povos do Japão sentiam em relação ao seu Imperador antes e durante a II Guerra Mundial e a devoção que membros da AMORC têm em relação a você, Christian Bernard, como seu venerado Imperator?

O poder que você retém não está �  disposição de um Corpo de Diretores? Mas não é esse Corpo de Diretores inteiramente subserviente a você — e não é essa eleição uma mera rotina sem sentido porque a sua permanência no cargo é tida como um pressuposto — como as assim chamadas “eleições” de ditadores como Fidel Castro? Uma organização que na verdade não é governada do modo como faz crer aos membros, mas ainda assim requer obediência e dinheiro dos seus membros, não estaria praticando um tipo de fraude em relação ao seu público? O uso de fraude para afirmar autoridade espiritual sobre outros e para atender os desejos pessoais do líder do grupo não é característico de uma seita?

Você teme que o status de isento de impostos que vocês usufruem em vários países poderia ser prejudicado se mais países nos classificassem como uma seita, assim como o governo francês fez em 1999?

 

Em muitas das suas monografias, vocês insistem que a vida começa apenas com a primeira inspiração. Antes disso, o feto é simplesmente uma parte vestigial do corpo da mãe, não uma consciência viva independente. Como vocês sabem disso? Você tem qualquer prova científica correlacionando a consciência individual �  primeira inspiração? E essa posição correlacionando a vida exclusivamente �  primeira respiração não conduz a uma posição definida a respeito da moralidade do aborto?

Em várias monografias ao longo da seqüência Mandamus e em outras monografias, a AMORC enfatiza a importância da continuidade da tradição Rosacruz. É dito que existem ciclos em que a Ordem é pública e ciclos em que não é. Não é verdade que, a despeito das alegações que a sua Ordem tem uma existência contínua que se estende desde o tempo das Escolas de Mistério Egípcias, não há a mais tênue evidência que você possa ou esteja disposto a mostrar ao público que ateste a veracidade desta continuidade? Você pode explicar como alguém como eu, que passou por todas as monografias abertas aos membros, mas escondidas do mundo, jamais viu ou experimentou qualquer prova consistente desta história secreta nem viu qualquer membro me mostrar qualquer coisa que legitime tais provas?

Se tal tradição histórica não pode ser provada, mesmo para os membros que, como eu, alcançaram as iniciações de mais alto grau — não é verdade que a AMORC carece de qualquer direito de se promover como uma autêntica organização Rosacruz? Por que vocês jamais comprovaram para mim, iniciado do mais alto grau, essa alegação de continuidade histórica, mostrando algum documento verídico e verificável que indicasse essa continuidade? Por que ainda me falta qualquer evidência real de que Sir Isaac Newton, Benjamin Franklin ou Francis Bacon pertenceram �  sua Ordem?

Não é verdade que a AMORC e você têm nessa autoridade cósmica e historicamente validada uma das muitas justificativas para ser capazes de ensinar aos membros a habilidade de atingir a Consciência Cósmica? De fato, com toda essa ênfase em poderes ocultos, vocês estão mesmo ensinando qualquer coisa de real sobre a Consciência Cósmica? É a sua organização realmente santificada por uma verdadeira conexão com a Presença Divina, como ela afirma?

Muitos ensinamentos religiosos e espirituais advertem contra tentativa de aquisição de poderes ocultos. Você acha que a AMORC vê essas advertências como justas?
Na prática, a alegação da AMORC de que ela detém uma autoridade única no universo das organizações fraternais é a justificativa para que ela propague verdades universais e práticas para os seus membros, graduadas por iniciações específicas. Você não concorda que, para uma organização obter essa autoridade diante dos seus membros, ela precisa justificá-la com base em algum tipo de prova tangível?
Estas questões, de uma forma ou de outra, podem ser usadas por jornalistas se eles tiverem a sorte de conseguir localizar Christian Bernard em um lugar que lhes permita fazê-las. Em geral, o padrão é evitar repórteres a todo custo e, se acuado, transformar qualquer questão mais dura em uma discussão filosófica.

Como você provavelmente sabe dos meus livros, a minha maior queixa contra a AMORC é o uso de Controle Mental. Neste contexto, Controle Mental implica no uso de técnicas hipnóticas para aumentar a sugestionabilidade, condicionar o comportamento e alterar a personalidade. Isto é possível porque existe uma linha tênue entre meditação e hipnose, e acredito que suas monografias e o uso do Sanctum Doméstico (lugar privado em casa para a leitura de monografias e a realização de exercícios rosacruzes) desenvolvem uma plataforma hipnótica para o Controle Mental.

Não tenho dúvidas de que a AMORC usa Controle Mental para cooptar e reter os seus membros. A criação de um senso de poder ou autoridade do interrogador, hipnotista ou líder de culto não é a chave para criar uma plataforma de controle mental? As monografias não são as ferramentas primárias para instilar em seus membros um senso da absoluta singularidade e do poder da sua organização para sintonizar os seus membros com a vontade e os propósitos divinos?

Um dos muitos meios pelos quais cultos obtém rápido controle sobre os seus membros é exaurindo-os logo que possível — usualmente, dando-lhes uma carga de trabalho físico esmagadora, a ser desempenhada por longas horas. O fato de que as monografias falham por causa da sua essencial inverdade sobre serem capazes de “programar” a ocorrência de bons resultados e a não aquisição dos prometidos poderes ocultos não fazem os membros sérios da AMORC atribuírem esta falha ao seu insuficiente entendimento ou diligência? Como membros dedicados, eles não vão tomar a resolução de reler vezes sem conta as monografias e também de praticar longos exercícios a fim de criar as condições para o seu sucesso? Além dessa repetição, os exercícios em si mesmos não começam a dominar cada momento dos seus membros — instruindo-lhes a dormir em uma posição pouco natural, a constantemente efetuar exerícios respiratórios e a tomar notas em um diário? O trabalho Rosacruz, a despeito da alegação em contrário nas monografias iniciais, não é concebido para dominar e controlar cada segundo da vida dos membros?

Não será verdade que, dada a possibilidade de que a AMORC esteja criando uma plataforma hipnótica nos seus membros, que muitos dos seus experimentos — como ver uma aura, ou ter uma visão de um mestre espiritual, ou montar um cenário imaginário em suas consciências a respeito do passado distante ou de um futuro iminente — são alucinatórios e enganadores, como fruto de um condicionamento hipnótico? Por exemplo, quando você repete o nome de uma cor freqüentemente, desejando que ela apareça no contorno da chama de uma vela, tal como descrito nas monografias, não se está provavelmente produzindo a alucinação de que se está criando uma cor por manipulação psíquica do espectro eletromagnético?

Todo membro da AMORC entende que a EGRÉGORA é uma espécie de padrão de energia divina na qual está a semente do poder da AMORC para ajudar a realizar a conexão dos membos com o divino. O conceito de Egrégora não foi elevado ao nível de uma necessidade única para a conexão com a Presença Divina, de modo que sem ela os membros perderão o seu contato com Deus? O conceito de egrégora não funciona de modo a instilar no membro o medo de deixar a Ordem? Deixar a AMORC não é subliminarmente semelhante a ser excomungado e perder as chaves para uma vida feliz depois da morte?

O objetivo fundamental de qualquer culto não é criar em seus membros uma nova personalidade, chamada na literatura de Controle Mental de “personalidade cúltica”? Esta nova personalidade é resultante de os membros “internalizarem” certas afirmações feitas pela liderança do Culto, as quais os tornam altamente programáveis, conformes aos líderes do Culto e capazes de agir fanaticamente em prol dos interesses do grupo. Não é essa a razão pela qual pessoas que são libertadas de cultos com freqüência apresentarem sintomas relacionados �  Síndrome do Stress Pós-Traumático — abrangendo comportamento errático, pesadelos noturnos e diurnos e até mesmo blackouts de consciência, como eu? Quão ciente você está, Venerado Imperator, dos perigos psicológicos dos ensinamentos das monografias para os seus mais fiéis e atentos membros?

Não é verdade que os Mestres Espirituais dos quais a AMORC fala com maior profundidade são na verdade aqueles descritos na literatura teosófica? E que a maior parte dos outros Mestres, incluindo o Mestre Nodin, suposto autor do “importante” Manuscrito de Nodin, praticamente não são descritos em detalhe ou sua história revelada — incluindo alguns dos mais famosos adeptos como Benjamin Franklin ou Sir Isaac Newton? Essa Hierarquia Cósmica constitui-se realmente tal como você alega ou isso é um mito perpetrado pelo fundador, H. Spencer Lewis, para aumentar a “autoridade divina” da organização?